Escrito por Alexandre Matos | Postado em MMA, MMA-Brasil.com Opinião | Em 26-08-2010
Uma das minhas funções com o MMA-Brasil.com é criar polêmica. Com assuntos e opiniões até certo ponto bombásticas, tento desenvolver uma discussão – sempre sadia, faço questão de ressaltar – sobre o MMA e deixo a bola quicando pros amigos leitores também dizerem o que pensam. Acredito que, assim, estou dando uma pequena parcela de contribuição para popularizar o esporte no nosso país. Ninguém é obrigado a concordar comigo, estou sempre disposto a trocar ideias e mudar de opinião quando preciso. Mas as discussões das últimas semanas me obrigam a esclarecer dois pontos. Vamos a eles.
Temos um prazer enorme de dizer que o Brasil é o precursor do vale tudo, a primeira superpotência do MMA. Enchemos a boca para enumerar nossos campeões e desbravadores ao longo da curta história do esporte que mais cresce no mundo atualmente. Destacamos diversos heróis que levaram a bandeira verde e amarela ao topo do mundo do MMA. Mas será que este panorama ainda está valendo?
O UFC 117 foi o tipo do evento tão eloquente por si só que eu fico até com medo de falar alguma coisa e estragar tudo… Mas vamos com cautela. A magnitude da noite já começou a ser delineada em sua elaboração: cinco duelos confrontando as duas maiores potências mundiais do MMA. O charme da ideia era bem óbvio: por um lado, apelou para a veia nacionalista de todos os brasileiros, que veem no mixed martial arts uma supremacia praticamente inexistente em outros esportes (com a atual exceção do vôlei, talvez). Sempre comento que acho estranho o fato do MMA ser tão ignorado no Brasil por um motivo básico: nós mandamos MUITO BEM. Se vez ou outra temos um campeão em outros esportes por aqui, em geral eles são moldados e “produzidos” em outros países (exemplo do César Cielo), jogam em clubes de fora (vide o panorama da Seleção Brasileira) ou são obrigados a importar know how e tecnologia. Já no MMA, somos nós que exportamos conhecimento, técnica e talento. Nós ditamos o padrão. Céus, o que há para NÃO se amar?!
Um assunto veio à tona desde a vitória de Brock Lesnar sobre Shane Carwin. Depois de vencer um sujeito do mesmo porte físico dele, quem mais seria capaz de superar a barreira física imposta por Lesnar e tomar o cinturão do gorilão albino? Eu, que já achava exageradamente pequena a divisão de pesos do MMA, retomei esta antiga discussão nos comentários dos artigos anteriores. Agora trago a público. Realmente o MMA precisa de novas categorias de peso?
Depois de analisarmos as condições dos pesados do UFC destronarem o campeão Brock Lesnar, vamos estender a brincadeira para além das fronteiras da Zuffa, LLC. Fora da maior organização do mundo, os pesados que merecem algum tipo de consideração encontram-se todos no Strikeforce. O Bellator FC, evento que prima pelo garimpo de talentos, pode fazer surgir no torneio de sua terceira temporada um prospecto de verdade para a divisão, mas ainda não é uma realidade. Outros eventos, que abrigam Tim Sylvias e Paul Buentellos da vida, nem merecem citação.
Escrito por Alexandre Matos | Postado em MMA, MMA-Brasil.com Opinião, UFC | Em 09-07-2010
Quem acompanha nossa bagunça aqui no MMA-Brasil.com já tinha lido desde o início do ano que a divisão dos pesados proporcionaria grandes momentos em 2010. A ascensão de Cain Velasquez e Junior Cigano, junto com a derrocada de Rodrigo Minotauro e Frank Mir deram os primeiros traços deste caminho. Mas os dois últimos sábados realmente sacodiram de vez com a categoria dos big men. Primeiro foi Fabricio Werdum, que chocou o mundo ao submeter Fedor Emelianenko em 69 segundos. No último sábado, Brock Lesnar aproveitou que a posição de número 1 do mundo estava vaga, suportou uma blitz e venceu o também gigante Shane Carwin, no UFC 116.
Escrito por Alexandre Matos | Postado em MMA, MMA-Brasil.com Opinião, UFC | Em 30-06-2010
Não tenho o menor medo de dizer que esta será a maior luta da história do UFC. Pelo menos no âmbito físico. Pela primeira vez o cinturão dos pesados será disputado por dois atletas que precisam cortar peso para bater o limite da categoria, 120kg (265lbs). Junte isso ao fato de, historicamente, duelos entre pesados chamarem mais a atenção do público, ávido por nocautes espetaculares. Está posta a receita de sucesso da luta principal do UFC 116. Na minha modesta opinião, Brock Lesnar e Shane Carwin farão a luta mais esperada dos últimos anos. O Choque de Titãs acontece neste sábado, dia 3 de julho, na MGM Grand Garden Arena, em Las Vegas.