Se faltou o quebra-pau imaginado, sobrou tensão na luta principal do UFC 143. Na noite deste sábado, diante de 10.040 presentes no Mandalay Bay Events Center, em Las Vegas, gerando renda de 2,3 milhões de dólares, Carlos Condit segurou o ímpeto de Nick Diaz e conquistou o cinturão interino dos meio-médios. Na outra luta principal da noite, Fabricio Werdum mostrou evolução e venceu Roy Nelson sem precisar do jiu-jitsu.
Mike Pierce mais uma vez endureceu contra um top, mas saiu derrotado por Josh Koscheck. Renan Barão passou pelo maior desafio da carreira ao vencer Scott Jorgensen. Na abertura do card principal, Ed Herman mostrou superioridade no chão e finalizou Clifford Starks.
Já nas duas primeiras preliminares, Stephen Thompson fez valer toda a expectativa depositada sobre ele ao aplicar um nocaute sensacional em Dan Stittgen, enquanto Rafael Sapo chegou a passar algum aperto, mas dominou Michael Kuiper e venceu por decisão.
O UFC 143 ainda marcou a estreia da nova vinheta de abertura dos cards principais em eventos no formato de pay-per-view. Quem esperou para ver no Combate acabou decepcionado com o corte do sinal no meio da abertura. Veja aqui então a nova introdução:
Carlos Condit (EUA) venceu Nick Diaz (EUA) por decisão unânime (48-47, 49-46, 49-46)
Polêmicas, polêmicas. Não importa o esporte, elas sempre estarão presentes. Ainda mais quando mexe com paixão de torcedor. Você achou que Nick Diaz era o cara para vencer Georges St-Pierre? Achou que o canadense ficaria intimidado com o ex-campeão do Strikeforce? Desculpe te dizer assim de modo meio direto, mas você caiu no conto do vigário.
O Nick Diaz que entrou no octógono nesta madrugada era o mesmo dos últimos tempos, provocador, intimidador, destemido. Já tratou de ocupar o centro do cage assim que o duelo começou. Passou todo o primeiro round na caça de Condit trocando a base, lutando com a guarda aberta, chamando (literalmente) o oponente para a luta franca. Com o mesmo estilo de sempre. Carlos se mostrou preparado, movimentando-se o tempo todo, esgrimando com o jab e chutando. O pupilo de Greg Jackson parecia ter uma boa tática para evitar o fator “Diaz Brothers”. Como Condit se movimentou mais do que atacou no primeiro round, Nick levou a apertada parcial por 10-9. Mas estava claro que muita coisa ainda ia rolar.
O polêmico lutador de Cesar Gracie voltou do mesmo modo para o segundo. Quem mudou foi Condit. A tática permaneceu a mesma, mas Carlos passou a agredir muito mais. Passou a aproveitar o enorme buraco defensivo de Diaz para aumentar a quantidade de joelhadas, jabs e diretos, golpes retos que entravam sem bloqueio. Isto misturado com uma grande quantidade de chutes. Nick apelava para a pressão psicológica, guarda baixa, chamando e fazendo gestos para atrair o oponente para a pancadaria. Como Condit manteve-se frio, raramente o oponente conseguiu encaixar sequências. Em mais um round apertado, 10-9 para o “Natural Born Killer”. Naquele momento, estava claro que a luta ia longe.
O terceiro round seguiu com o mesmo enredo, mas com pequena diferença de execução. Diaz equilibrou a luta na quantidade de golpes acertados. A parcial dava a impressão que terminaria empatada, ou até mesmo com vantagem do Bad Boy de Stockton, mas Condit reagiu na parte final. A partir da marca de um minuto e meio para a buzina soar, o atleta da Jackson’s MMA apertou o ritmo, aumentou o número de golpes acertados, machucou o rosto do adversário e garantiu o 10-9 no round, virando a luta a seu favor.
Se os três primeiros rounds foram equilibrados, o quarto deixou claro que um vencedor estava encaminhado. O panorama seguiu igual, mas a produção de Diaz foi bem menor. O ex-campeão do Strikeforce continuava tentando encurralar Condit na grade, mas foi contragolpeado durante toda a extensão do round. O antigo dono do cinturão do WEC seguiu carimbando as pernas e o corpo de Nick com chutes, além de encaixar algumas sólidas sequências, até a vitória por 10-9, a mais clara até o momento.
Quinto round, mesmo enredo. Diaz na caça, Condit rodando e contragolpeando. Carlos dominava o round, acertando os melhores golpes, quando foi cinturado e arrastado para o chão a um minuto e meio do final da luta. Nick rapidamente prendeu os grampos, puxou o adversário e socou para abrir espaço para o mata-leão. Condit prendeu o braço esquerdo de Diaz e tentou se defender. O bad boy então conseguiu livrar o braço e encaixou o esgana-galo, rodando para deixar o adversário com a cara na grade. Carlos pisou na tela, empurrou o oponente para trás e conseguiu soltar a tentativa de estrangulamento. Diaz martelou, girou para a chave de braço, mas Condit escapou. O round terminou com vantagem para Nick Diaz, mas o 10-9 não impediu a derrota.
Carlos Condit não é Evangelista Cyborg, Paul Daley, KJ Noons ou aquele BJ Penn fake que andou perambulando pelos octógonos por um tempo. A tática de Diaz rendeu fruto contra estes, mas sempre com um tanto de aperto. No dia que pegou um lutador inteligente, se enrolou e não se encontrou na luta. Condit deu o tom nas estrevistas:
“Ele estava falando. Eu estava socando. Eu achei que estava vencendo. Não importa o quanto ele falou, eu estava batendo forte e batendo muito. Foi isso que eu vim fazer aqui, não vim aqui para falar. Foi surreal! Eu não teria conseguido se não fossem meus treinadores e parceiros de treino. Fiz o que eles me disseram para fazer e saí com a vitória. Minha resistência sempre foi uma qualidade forte, sempre fez parte do meu jogo, quando eu conseguia quebrar o ritmo dos meus adversários. Fiz isso com ele (Diaz). Encontrei o meu ritmo. Tiro meu chapéu para Nick Diaz, ele é um guerreiro. Eu o respeito e admiro muito suas lutas. Espero que vocês tenham se divertido.”
É preciso ter critério – coisa que os juízes laterais (e alguns torcedores) não têm. E é preciso conhecer as Regras Unificadas de Conduta do MMA. Se Quinton Jackson não mereceu vencer Lyoto Machida, se Diego Sanchez não devia ter vencido Martin Kampmann, se o Korean Zombie foi roubado contra Leonard Garcia, Nick Diaz também não podia ter vencido ontem. “Andar pra frente” realmente é um critério de julgamento (agressividade efetiva: lutar se movendo em direção ao oponente e disparando golpes legais), mas tem peso menor do que a quantidade de golpes significativos levados. Parece simples mas, pela quantidade de gente que reclama, pelo visto não é.
Irritado com o resultado, Nick Diaz anunciou ainda dentro do octógono que estava se aposentando:
“Eu não vou aceitar que isto foi uma derrota. Já perdi lutas como esta antes, não vou aceitar. Carlos é um ótimo caar, estou feliz por ele e por sua família, mas eu acho que já chega para mim com este MMA. Foi ótimo até aqui, tive uma boa carreira. Vocês me pagaram muito bem, mas eu não acho que farei o suficiente para continuar com isto. Foi um bom tempo. Não preciso desta merda, entende? Fiz este cara recuar o tempo inteiro. Ele fugiu de mim a luta inteira. Eu acertei os golpes mais fortes. Ele me chutou nas pernas com chutes de criança a luta inteira. Se este é o modo com o qual os juízes entendem por uma vitória, não vou mais jogar este jogo.”
Fabricio Werdum (BRA) venceu Roy Nelson (EUA) por decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27)
Depois da péssima impressão deixada na derrota para Alistair Overeem, o lutador gaúcho precisava limpar sua barra com os fãs. Nada como mostrar evolução numa área que representava dificuldade.
Werdum mostrou na luta os méritos dos treinos com Rafael Cordeiro e André Dida. A despeito dos inúmeros títulos no jiu-jitsu e no submission, o brasileiro praticamente lutou como um kickboxer. Mesclando combinações de socos com chutes e joelhadas, Fabricio atuou com segurança e agressividade, dominando o oponente numa área em que era considerado o azarão. O supercampeão de jiu-jitsu ainda deu as caras no começo da luta. Werdum aproveitou um escorregão de Nelson, pegou as costas e tentou o mata-leão. Não conseguiu, mas se levantou pressionando com joelhadas no thai clinch, fazendo valer sua altura. A tática rendeu um corte profundo acima do nariz do americano. O domínio seria completo se Fabricio não tivesse ido a knockdown depois de uma direita perto da marca do minuto final do round. Mesmo com o susto, “Vai Cavalo” mostrou porque é um dos grapplers mais temidos do mundo ao tentar uma chave de braço. Werdum levou o round por 10-9.
O rosto de Nelson estava bastante ensanguentado, mas quem começou a mostrar sinais de cansaço (denunciado pelas olhadas para o cronômetro) foi o brasileiro. Werdum ainda assim dominou a luta, encaixando contra-ataques precisos na longa distância ou trabalhando muito bem o thai clinch quando o combate encurtava. O americano ainda tentou apertar o ritmo no minuto final, mas a desvantagem já estava estabelecida. Fabricio venceu também o segundo round.
A luta continuou no controle do brasileiro no round final, apesar de Nelson ter começado pressionando até chegar a encaixar uma guilhotina em pé. Werdum se posicionou e conseguiu defender a submissão. Em seguida o gaúcho voltou ao domínio do muay thai. Mesmo com o rosto ensanguentado, Roy continuou a avançar, mas o cansaço o atrapalhou, permitindo que Fabricio o atingisse até o final da luta, vencida pelo brasileiro por 30-27 na minha contagem.
Vinte dias depois de Gabriel Napão, Fabricio Werdum é mais um pesado brasileiro a voltar com autoridade ao UFC. Ele falou sobre a vitória após o combate, que foi premiada como o melhor do evento, rendendo 65 mil dólares de bônus a cada lutador:
“Eu sei que Roy Nelson é um cara duro, mas treinei minhas joelhadas todos os dias no muay thai. Ele não me machucou, mas seus socos são fortes. Estou muito feliz, estou pronto para a próxima luta.”
Josh Koscheck (EUA) venceu Mike Pierce (EUA) por decisão dividida (28-29, 29-28, 29-28)
Renan Barão (BRA) venceu Scott Jorgensen (EUA) por decisão unânime (30-27, 30-27, 30-27)
A nova joia da Nova União deu mais um passo em direção ao posto de desafiante ao cinturão de Dominick Cruz. Diante do mais perigoso adversário da carreira, Renan Barão mostrou que é um lutador cada vez mais sólido.
É nítido perceber a semelhança do jogo de José Aldo com o de Barão. Ótimo nível de defesa de quedas, muay thai ofensivo, versátil e agressivo. Mesclou chutes baixos com joelhadas, jabs e diretos, atingindo pernas, corpo e cabeça do americano. E o melhor, mostrou paciência frente a um oponente resistente e também técnico.
O potiguar manteve-se quase o tempo todo rodando por fora de Jorgensen, controlando a distância com perfeição com os chutes baixos e jabs. O americano tentou mesclar rápidas combinações com entradas buscando as quedas, mas foi sempre negado pelo brasileiro. Scott ainda conseguiu puxar o adversário para a guarda, mas nada conseguiu no chão com o centésimo faixa preta de Pederneiras.
O último round foi o mais equilibrado, desenrolado numa disputa muito técnica de kickboxing. Jorgensen tentou apertar o ritmo, acertou alguns bons golpes, insistiu em tentativas de quedas, mas não conseguiu dar conta da velocidade e potência do brasileiro. Com a base avariada pelos chutes baixos, Scott foi perdendo explosão e ritmo. Sem medo de ser quedado, Renan trocou com o oponente até a buzina soar, marcando 30-27 a seu favor.
O resultado marcou a 18ª vitória consecutiva de Barão, criando uma série invicta de 30 lutas. Solidificado como um dos principais pesos galos do UFC, o potiguar declarou:
“Toda luta é difícil pra mim. Se for pra lutar três rounds ou pra lutar um round, eu tô preparado. Ele é um grande atleta, duro, mas consegui junto com a minha equipe um resultado positivo. André Pederneiras já tinha me mostrado o que fazer. Graças a ele consegui seguir minha estratégia e sair com a vitória. DANA WHITE, EU QUERO O CINTURÃO!”
Ed Herman (EUA) venceu Clifford Starks (EUA) por submissão com mata-leão (1:43, R2)
A luta até terminou de modo previsível, mas o cabeça vermelha tomou alguns sustos até conseguir a submissão.
Mal a disputa começou e os lutadores se engalfinharam no centro do octógono. E, já nos primeiros segundos, Herman sentiu o peso da mão de Starks. Mais forte fisicamente, Starks dominou o clinch na grade e acertou alguns golpes pesados na trocação, fazendo o nariz de Ed sangrar e um olho inchar. A maior potência rendeu o primeiro round a Starks.
O grande problema de Cliff veio exatamente de onde não poderia: Herman conseguiu aplicar quedas fáceis no wrestler ex-Divisão I da NCAA em ambos os rounds. A do segundo teve direito a um passeio no chão do grappler. Herman quedou, passou a guarda, montou com agilidade e passou para as costas, tudo sem defesa. Posicionado, foi só esperar para encaixar o mata-leão.
Rafael Natal (BRA) venceu Michael Kuiper (HOL) por decisão unânime (30-27, 30-27, 29-28)
Sapo não tem vida fácil no UFC. O holandês era estreante, mas chegou a dar um aperto no brasileiro, que se segurou no jiu-jitsu para garantir a segunda vitória seguida na maior organização do mundo.
As quedas deram o tom do primeiro round. O atleta mineiro colocou o adversário para baixo em cinco oportunidades. Nas quatro primeiras, Kuiper conseguiu se levantar evitando maiores danos. Na última delas, Sapo conseguiu encaixar uma chave de braço, mas não sustentou a posição. Natal levou a primeira parcial por 10-9, negando o poder de fogo do adversário.
A luta mudou no segundo round. O holandês conseguiu impedir algumas tentativas de quedas e resolveu trocar pancadas com Rafael. A parcial seguia equilibrada até que o brasileiro aplicou uma queda e uma boa sequência de golpes potentes na parte final, levando mais um round por 10-9.
Com o combate praticamente decidido nos pontos, Sapo quase viu a vaca tomar o caminho do brejo no terceiro. Uma pedrada de direita de Kuiper mandou o mineiro a knockdown. Mostrando a mesma raça e poder de encaixe de golpes de outras oportunidades, Rafael conseguiu minimizar o poder das marteladas de Michael ao puxar o oponente para a meia guarda. Foi o suficiente para o atleta de Vinicius Draculino respirar, se recuperar, raspar e conseguir outra queda. Quando caiu por cima, a maior habilidade de Sapo no chão ficou clara. Depois de aplicar um ground and pound, Natal encontrou espaço para encaixar um katagatame. Apertou a posição, mas não conseguiu afastar o quadril o suficiente para fazer o holandês desistir. Kuiper resistiu e a luta terminou. Na minha contagem, 30-27 para o brasileiro, que tirou a invencibilidade do oponente.
Stephen Thompson (EUA) venceu Daniel Stittgen (EUA) por nocaute (4:13, R1)
Firas Zahabi, treinador de Georges St. Pierre, disse que Thompson é o melhor striker que ele já viu na vida, em qualquer esporte. Com esta credencial, somada ao cartel impecável tanto no kickboxing quando em cinco lutas de MMA profissional, o Wonderboy entrou no octógono mais famoso do mundo pela primeira vez. E saiu de lá com ainda mais moral.
Depois de um começo morno, Thompson aproveitou o nervosismo do oponente, também estreante, para soltar o jogo. Stittgen visivelmente começou a ficar preocupado com a facilidade que Stephen tem em lançar os pés onde quer. Jogando com a guarda baixa e a base típica de karateca, Thompson marcava a distância com chutes dos mais variados. Até que, quando faltava um minuto para o fim do round, ele entrou com um chute rodado. Stittgen recuou e voltou atacando, quando foi vitimado por um chutaço que pegou na lateral da cabeça. Daniel desabou como uma árvore e no chão ficou por um tempo.
Fotos: Josh Hedges/Zuffa LLC


















Po tava vendo a nova abertura do card quando o sinal caiu tb. hehehe
Mas sempre a culpa é da geração de imagem local, nunca de quem está transmitindo aqui.
A abertura do UFC foi muito boa… mas a entrada do Werdum ao som de “Ai se eu te pego”… Comecei a rir na hora, já imaginando um clipe de ele deitado no chão, implorando pro Overeem vir pra cima e rolando Ai se eu te pego…
Fiquei imaginando e agora sou eu que to rindo aqui!
Eu já sabia que ele entraria com essa música, então tirei o som pra manter minha invencibilidade de nunca ter ouvido mais que 5 segundos desse lixo.
Poh tanta música pro meu conterrêneo colocar….
Agora chega o Diaz, afirmando que ganhou a luta e não foi capaz de anular o jogo do Condit. Por que não botou pra baixo no 3o ou 4o round assim teria mais tempo de trabalhar e ver como o seu oponente se comportaria no chão. Cadê o Wrestling de Diaz? Condit estava evitando ficar na área de conforto de Diaz, evitando ser encurralado contra a grade, muito esperto, mostrou maturidade e não perdeu o focu, mesmo quando foi incitado pelo rival. Mostrou ser um dos Top dos welterweight. Não sei se seria suficiente para destronar o GSP. Uma revanche seria uma boa oportunidade para Diaz mudar seu jogo, e se Condit lutasse da mesma forma, não me incomodaria. Queria ver se Diaz iria ficar na mesma.
PS.: Levei um susto, tava lendo os comments e então sumiram.
A minha contagem dos rounds foi a seguinte:
R1: Nick Diaz.10 a 09
R2:Nick Diaz. 10 a 09
R3: 10 a 10 ou 10 a 09 pro Condit
R4:Carlos Condit. 10 a 9
R5: Nick Diaz. 10 a 09
Resultado:48 a 47,ou 49 a 47 pro Nick Diaz.
Eu não daria o último round pro Diaz, mesmo com a queda, mas é discutível. Assim como o 3o round também é.
Agora dois 49-46 nao dá
Pra mim o Nick soh ganhou os dois primeiros rounds. Ele recebeu muitos golpes nos três últimos rouds, mas a questão toda é que ele se frustrou pelo Condit não querer a luta franca.
O wrestling do Diaz tá do lado do kickboxing do Demian, do wrestling do Anderson, do boxe do Sonnen… Deve existir em algum lugar, eu só ainda não vi.
Eu também queria ver a revanche pelo mesmo motivo que você.
Complementando o Alexandre….Temos também o jiu-jitsu do Melvin Guillard, o poder de noucate do Bisping e as faixas pretas do Nam Phan….kkkkkkk
huahuauhahua, rachei na parte das “faixas pretas do Nam Phan”. Fato.
Bem, eu fiz duas vezes um texto gigante explicando os motivos de eu discordar da análise da luta principal, e meu computador travou nas duas vezes antes de postar. Sendo assim, vou resumir dessa vez de modo bem curto.
Concordo que o Diaz é supervalorizado e que andar pra frente não é tudo. Mas estatisticas também não são.
Tres primeiros rounds: Diaz buscando o combate, encurralando o adversário, acertando socos no tronco e na cabeça e errando chutes. Condit apenas disferia chutes baixos na perna do adversário, alguns jabs sem efeito, e muita, mas muita corrida lateral evitando o confronto. Uma coisa é estratégia de luta para não entrar na pancadaria de rua do Diaz, outra coisa e fugir do combate a todo momento. Condit exagerou, não conectou golpes relevantes, errou todos os golpes plásticos que tentou aplicar e perdeu na trocação. 10-9 pro Diaz nos três rounds.
Nos últimos dois o gás do Diaz acabou. Ai, mesmo ele andando pra frente, parou de socar e pressionar e começou a perder as trocações e sofrer com as combinações e golpes relevantes do Condit que deixaram rastro no lado direito do rosto do Nick. Vitória nos dois rounds pro Maratonista.
Placar final. Maconheiro ganha por 28-27. Fugir do combate o tempo todo, não dominar a trocação em 3 dos 5 rounds, e abusar do hit and run sem produzir estrago, não podem garantir a vitória pra ninguém.
Que venha a revanche!
concordo com vc, condit fez uma estrategia inteligente, mas nao encarou nick diaz, quando eu falo nao encarou é por que em nenhum momento vc pode deizer que ele foi superior ao diaz na trocação, ele dava uns chutinhos sem vergonhas, e saia correndo de perto do diaz…
o jon jones uma vez correu do rampage mas foi por 1 soco, condit coreu do diaz a luta inteira, quem aprova isso, tudo bem, se fosse uma luta qualquer eu relevaria, mas condit pegou o titulo com a luta mais covarde que eu ja vi em um tittle shot, e é o mesmo caso de shogun x machida, é necessaria uma revanche e que o condit enfrente o diaz desta vez usando seu muay thay e versatilidade que na minha opnião é melhor que o diaz, mas que ENFRENTE o diaz e não fique correndo a luta toda…gsp deve estar rindo á toa…
Vcs vão me desculpar, mas falar que Nick golpeou mais o Condit e de maneira mais efetiva é sacanagem neh!? Vcs assistiram outra luta, só pode. Eu tava torcendo feito louco pro Diaz e tava me sentindo frustado por ele não conseguir conectar quase nenhum golpe, e quando conectava era uns jabs sem imapcto nenhum ou na linha de cintura que não serviram nem pra minar a resistência do Condit. Diaz só levou vantagem(e mínima) na trocação no primeiro round. A partir daí só vi Condit, aparecendo do nada, metendo um combo de 3, 4 golpes e desaparecendo. Nick mal conseguiu ver ele no ring. Pra cada soco que Diaz dava, levava outros 3 em resposta. Me ajudem ae neh galera…
Correção: 48-47
Pra mim, GSP acaba com os dois! Da mesma maneira inteligente que lutou o Condit.
GSP massacraria os dois. Poderia ir na trocação pra deixar mais emocionante ou simplesmente jogar pra baixo e fazer purê do adversário.. Assim como o AS, ele não tem rivais na divisão.
diaz daria uma luta nervosa pro GSP alem de motivar ele e todo mundo…pela primeira vez iriamos ver o GSP afetado de alguma maneira para lutar, pela raiva que ele ficou do diaz, e o diaz é louco e cairia pra dentro do GSP, acho que o maconha iria perder, mas serviria para remotivar o GSP e motivar ele a fazer uma luta de verdade novamente, aquele condit covarde e fujão não dá graça contra o GSP nem nese lance psicologico, se o condit fugiu do diaz imagina do GSP, um vai aparacer com a corda para amarrar e o outro de tênis para poder correr melhor, luta do tédio…afffffffffff
O Diaz realmente motivaria o GSP, mas não duraria dois rounds numa luta de verdade com o canadense motivado. Seria bom pra gente rever o GSP da luta do Fitch, do Serra II, Hughes II e III, Pitbull…
Exatamente. O timing de dar um-dois-pendula-double-leg do GSP é fora do normal. Nego nem ia ver o cara no octógono.
Eu acho que o GSP encara o Dias, não vai sair correndo. Sendo assim o Dias tem alguma chance, pouca mas tem. O GSP foi batido pelo Mett Serra, porque o Dias teria menos chance?
Porque o GSP aprendeu a lição do Serra.
Achei o Nick Diaz muito melhor tecnicamente do que o Condit!
Mas ele perdeu a luta porque não conseguiu impor o seu jogo. Deu muito espaço pro Condit rodar e se movimentou muito lentamente…
GSP quebra o Condit e ganha estrategicamente do Diaz.
Condit é mais completo em seu striker game que o Diaz. Varia mais golpes e de forma mais técnica e gosta de surpreender. Diaz só usa o box e sem muitas surpresas (claro que é dos melhores boxes do MMA, sem dúvidas).
A luta do Nick Diaz vs Condit me lembrou um pouco a luta do Lyoto vs Quinton Jackson, só que no caso do UFC 143 o “fujão e mais efetivo no acerto dos golpes” (Condit) ganhou e no UFC 123 o “que anda pra frente dando golpes ao vento” (Jackson) ganhou; vai entender esses jurados!
Comentei aqui sem antes ler a análise do MESTRE Alexandre (falta grave) e só depois vi que já estava tudo explicado; agora eu quero ver o Greg Jackson numa “saia justa”: vou treinar GSP ou Condit? Ou nenhum dos dois? A um tempo atrás ele falou que ia ficar neutro na luta entre Rashad e John Jones, será que vai repetir isso na disputa do cinturão dos meio-médios?
Já falou que não treinaria nenhum dos dois também. GSP ficaria com o Firas Zahabi na Tristar Gym, como ele já faz em 90% do tempo. O Condit nasceu em Albuquerque, na cidade da academia do Greg Jackson. Teria que treinar lá mesmo, mas provavelmente com o Mike Winkeljohn e o Chad LeMoine.
Isso mesmo! Por isso eu usei um critério único: achei que o Lyoto ganhou e que o Condit ganhou.
Eu achei que o Lyoto perdeu e que o Dias perdeu, embora tivesse torcendo para os dois e com a diferença que o Lyoto não fugia mas sim esquivava.
Nem o Quinto Jackson acreditava que tinha ganho, foi a maior surpresa pra ele e muito maior ainda pro Lyoto. Os lutadores quando possuem dúvidas se ganharam ou não, quando a peleja foi disputada num nível muito parelho, já terminam a luta com os braços levantados. O Rampage nem isso fez, estava mais que ciente de sua derrota, estava convicto.
Eu acho que também essa foi a diferença. Lyoto se esquivava pro lado, e condit fugiu como um gazela. Não engulo um derrota assim desde Lyoto vs Shogum. Luta esta que imortalizaou o Cecil People! rsrsrsrsrs
A luta do Koscheck foi tão ruim que o Alexandre não quer fazer um resumo….
hehehehehehehehe
É que ele falar tão bem da luta, (o alexandre adora essas luta de amarração) que o pessoal ia zuá muito com ele, então ele preferiu deixá pra lá! rsrsrs
Eu sempre vejo as lutas novamente antes de escrever sobre elas. No podcast eu expliquei porque não falei de Koscheck vs Pierce. Vai pro ar nesta terça.
Beleza, Alê…
Esse podcast promete…
Abraços
Hum, na terça a noite:
Ainda bem que eu não pedi pra adiantarem o poadcast pq se eu tivesse pedido só iria sair na quarta! rsrsrs
mais bha the mma é foda sou praticante de muhai thai chaya e que muito lutar mma valeu ozz!!