UFC 143 Diaz vs Condit: prévia do card principal

Alexandre Matos

3 de fevereiro de 2012

Nick Diaz e Carlos Condit se enfrentam pelo cinturão interino dos meio-médios, Fabricio Werdum retorna ao UFC contra Roy Nelson e Renan Barão tem um complicado desafio contra Scott Jorgensen

Se os fãs ainda estão irritados com a falta de ação no UFC On FOX 2, o UFC 143 deve pagar a dívida com correção. O tradicional Mandalay Bay Events Center, em Las Vegas, vai receber uma disputa de cinturão dos meio-médios sem Georges St-Pierre pela primeira vez desde 2006. Nick Diaz, ex-campeão do Strikeforce, disputará o título interino contra Carlos Condit, ex-campeão do WEC.

Depois de forte campanha nas redes sociais, Fabricio Werdum está de volta à maior organização do MMA mundial. O gaúcho enfrentará o perigoso Roy Nelson na segunda luta de maior importância da noite. Este combate será precedido pelo duelo entre os meio-médios Josh Koscheck e Mike Pierce.

Outro brasileiro que estará em ação no card principal será Renan Barão. O peso galo terá o mais difícil desafio da carreira contra Scott Jorgensen, que já disputou o cinturão no WEC. Os pesos médios Ed Herman e Cliff Starks abrirão a transmissão das lutas principais do evento.

Conforme dito pelo Diego Tintin na prévia das preliminares, o canal Combate está anunciando o começo das transmissões para às 22:00h de sábado. O site do SporTV vai exibir duas preliminares, enquanto a página do UFC Brasil no Facebook vai mostrar outras duas, incluindo a de Rafael Sapo. A pesagem oficial também será exibida pelo Combate e pelo site do SporTV a partir das 22:00h da sexta-feira.

As apostas para o UFC 143 estão abertas! Participe do nosso bolão e concorra a prêmios. Neste evento, além do vencedor geral do bolão, o primeiro colocado da liga do MMA Brasil também vai ganhar um prêmio: uma bela agenda 2012 da Everlast.

Nick Diaz (EUA) vs Carlos Condit (EUA)

O UFC apostou em nomes para o segundo card da FOX e errou feio a mão. Se tivesse trocado esta luta de posição com Rashad Evans-Phil Davis, a organização colheria muito mais frutos frente a novos fãs gerados pela imensa audiência do canal aberto americano.

Diaz é uma das figuras mais emblemáticas já produzidas pelo MMA. Encrenqueiro, com traços aparentes de transtornos sociais, talentoso. E apaixonado (ao seu modo) pelo que faz. Ainda muito novo, teve uma passagem de 10 lutas pelo UFC, onde saiu-se vitorioso em seis delas. Mostrava disposição, queixo de ferro e muita facilidade em ser anulado por quem o colocasse com as costas no chão. Demitido, venceu Takanori Gomi no PRIDE, mas teve a vitória revertida para no contest após ser pego no antidoping por uso de maconha. Passou para o EliteXC e começou uma bela evolução.

Derrotado pelo boxe de KJ Noons na disputa do cinturão dos leves do EliteXC, em novembro de 2007, Diaz engrenou uma série invicta que perdura até hoje. Mais do que as vitórias, a evolução técnica chamou atenção. O lutador que era anulado no chão passou a ostentar um jiu-jitsu tão perigoso que poucos se atrevem a quedá-lo. Quem cai na esparrela acaba finalizado, como aconteceu com Evangelista Cyborg, já no Strikeforce. O boxe, antes uma boa ferramenta ofensiva, passou a ser o carro-chefe de suas atuações. Nick tem condicionamento físico que possibilita imprimir um ritmo fortíssimo, mesmo em lutas de 25 minutos, com uma quantidade assombrosa de golpes lançados – e acertados. A revanche contra Noons e a reestreia no UFC contra BJ Penn reforçaram a certeza que trocar com Diaz requer uma boa dose de coragem.

Condit tem algumas semelhanças com Diaz em sua trajetória. Também começou muito cedo, com 18 anos. Enfrentou alguns bons nomes e foi vice-campeão no hoje lendário torneio do Rumble on the Rock, que contou com Jake Shields (que acabou campeão), além de Anderson Silva, Yushin Okami, Dave Menne e Frank Trigg. Agressivo desde sempre em pé, apresentava sérias dificuldades defensivas no chão. Passou para o Pancrase e deu início à importante série de 12 vitórias em 13 combates que carregará para o octógono no sábado. E também mostrou evolução.

A derrota para Shields na final no Havaí foi seguida pela terceira derrota por submissão na carreira. O “Assassino por Natureza” passou a dar mais ênfase aos treinos de jiu-jitsu e acabou no WEC. Finalizou os quatro oponentes iniciais, ganhou o cinturão e mostrou o velho instinto na luta final pela organização. Com a extinção da categoria, Condit chegou ao UFC com banca de futura estrela. Perdeu na estreia uma guerra para Martin Kampmann, venceu outra disputa bélica contra Jake Ellenberger e tornou-se o único a vencer o importante prospecto Rory MacDonald, numa virada antológica conseguida a sete segundos do fim do combate. As dificuldades encontradas frearam um pouco a empolgação em cima de seu nome. Foi quando então ele conseguiu dois nocautes sensacionais, um com um cruzado em cima de Dan Hardy, outro com uma joelhada voadora, sua grande marca, sobre o enorme (e então invicto) coreano Dong Hyun Kim.

Condit faria um title eliminator contra BJ Penn, enquanto Diaz disputaria o cinturão contra GSP. Após faltar a duas coletivas de imprensa, Diaz perdeu a vaga para Condit e foi relegado ao title eliminator com BJ. GSP machucou o joelho, Carlos ficou sem adversário e Diaz venceu BJ na luta principal do UFC 137. O amalucado pupilo de Cesar Gracie enfrentaria GSP neste sábado, mas a contusão do canadense se agravou e o UFC escalou a disputa interina com Condit, visto que o campeão só voltaria em dez meses.

Finalmente Diaz e Condit medirão forças no octógono. Para sorte do público, será num duelo de 5 rounds. Condit é um lutador mais técnico e tão feroz quanto o oponente, mas Diaz tem uma vantagem ímpar no MMA, apontada por Josh Koscheck numa entrevista: “Diaz gosta de bater e apanhar, e isso pode fazer a diferença”. O ritmo implementado por Nick é tão intenso que praticamente joga por terra qualquer tipo de plano de jogo que o adversário possa ter traçado. Diante de uma saraivada de socos que saem de todos os pontos possíveis, que atingem cabeça e corpo com a mesma eficiência e pressão, os oponentes de Diaz não têm outra alternativa senão “sair na mão”. E assim caem na armadilha do Bad Boy de Stockton.

Condit pode acertar Diaz com força, mas isso não vai intimidá-lo. Paul Daley colocou o californiano com a cara no chão em duas oportunidades e ele voltou para nocautear o britânico ainda no round inicial. Qual seria então a solução para Carlos? Sua versatilidade no kickboxing. Chutar as pernas de Nick fará com que o ritmo do oponente diminua. Deste modo, Condit terá condições de aproveitar as enormes brechas deixadas por Diaz encaixando suas joelhadas mortais ou cruzados ferozes.

Condit reune ferramentas melhores que os últimos oponentes de Diaz. Tem condicionamento físico avantajado, sabe definir bem a distância e é versátil e pegador. Se ele não cair na armadilha de Nick, suas chances aumentam. Por ser um lutador mais inteligente que o oponente, Carlos terá que se manter frio em seu plano para aproveitar da quase inexistência de sistema defensivo de Diaz e conseguir uma vitória por decisão.

Além do cinturão interino, o vencedor levará para casa uma moto, presente dado pela Harley-Davidson, patrocinador principal do evento. Vale cinturão, vale uma moto sensacional, vale o posto de número um da atualidade. Podem acreditar que testemunharemos uma batalha épica. E que dure cinco rounds!

Roy Nelson (EUA) vs Fabricio Werdum (BRA)

Werdum pediu por Brandan Schaub em seu retorno ao UFC. Recebeu um “presente” ainda mais encardido – alguém que nocauteou Schaub.

Depois de ser nocauteado na estreia do atual campeão Junior Cigano, Werdum não aceitou os termos propostos pelo UFC para renovar o contrato e saiu. Assinou com o Strikeforce e alcançou a glória. Finalizou Mike Kyle, foi campeão do ADCC em 2009, venceu uma batalha contra Antonio Pezão e conquistou uma das maiores vitórias da história do MMA, ao tirar a invencibilidade de dez anos do mito Fedor Emelianenko em pouco mais de um minuto de luta. Foi escalado para o torneio dos pesados da organização, onde estrearia fazendo o grande duelo da primeira fase com o então campeão Alistair Overeem.

Apesar de todo o hype, a luta descambou para um dos espetáculos mais dantescos já vistos no MMA. Overeem foi um rascunho de lutador e Werdum insistiu por quase quinze minutos na abjeta tática de se jogar no chão e implorar que o holandês fosse trouxa a ponto de cair em sua guarda. A luta foi tão ruim que Werdum conseguiu atingir mais golpes que Overeem na trocação – por maior que tenha sido a evolução do “Vai Cavalo” no muay thai nos últimos anos. Derrotado numa luta sem vencedores, Fabricio abriu as portas para a debandada dos pesados do Strikeforce rumo ao UFC, que vai culminar na extinção da categoria no evento menor.

Com 3-2 no UFC e o título do TUF 10, Nelson passou do status de lutador menosprezado por Dana White para respeitado por todos. Faixa preta de jiu-jitsu, poder de nocaute e capacidade de absorção de castigo dão uma ideia das características do simpático gorducho. Depois de resistir a uma blitz de Cigano, Nelson novamente saiu derrotado por Frank Mir, num combate de péssimo nível, onde ambos mostraram capacidade física abaixo da crítica (Nelson tinha a desculpa de uma pneumonia que o atacara dias antes). O “Big Country” levou um esporro de Dana White, perdeu um pouco de peso e aprimorou o condicionamento físico. O resultado refletiu no nocaute aplicado em Mirko Cro Cop, que mandou a lenda croata à aposentadoria do MMA.

Werdum disse que Nelson deveria se preocupar em manter sua guarda alta para não ser nocauteado. A reação dos fãs brasileiros foi única: se Cigano não conseguiu nocautear Nelson, por que Fabricio conseguiria? As pessoas talvez ignorem o fato que Andrei Arlovski já mandou Roy para a vala no EliteXC. Isto posto, cabe lembrar que o americano é melhor que o brasileiro em pé, além de bater mais pesado. No chão, Roy é um grande lutador, mas Fabricio é um dos grandes da história. Enquanto Nelson é bom quando cai por cima, Werdum pode acabar com qualquer luta mesmo por baixo do oponente.

A grande chance do americano é aproveitar as brechas defensivas do brasileiro na trocação para nocauteá-lo ou pelo menos machucá-lo, tirando-o da luta. Werdum deve buscar as quedas para levar a luta para o solo. Se conseguir, provavelmente sairá com mais uma finalização no bolso.

Josh Koscheck (EUA) vs Mike Pierce (EUA)

Com a contusão de GSP e a derrota de Fitch para Johny Hendricks, quem mais se beneficiou foi Koscheck. Depois de ser surrado duas vezes pelo campeão, o ex-TUF 1 ficou numa situação de limbo. Mas o afastamento do canadense abre novo horizonte para Josh. E o caminho começou a ser refeito com um nocaute espetacular sobre o Hall da Fama Matt Hughes, no UFC 135. Capaz de vencer qualquer outra pessoa na categoria, Kos vai ficar de olho vivo na luta principal da noite. Wrestler de elite, campeão nacional da Divisão I da NCAA, com poder de nocaute acima da média, sabe lutar controlando os oponentes nas quedas (como sofreram Chris Leben, Paul Daley e Anthony Johnson) ou trocando em pé. Tem 16 vitórias e 5 derrotas no MMA, com praticamente toda a carreira construída no UFC, onde chegou com 2-0.

Mas que Koscheck não pense que terá vida fácil no sábado. Fitch e Hendricks, únicos a vencerem Pierce no UFC, sofreram horrores nas lutas e chegaram a ver o fim de perto. Além destas duas derrotas, Pierce também foi batido outras duas vezes, uma delas por Mark Muñoz como peso médio, sempre por decisão. Bom wrestler, defende quedas com precisão e sabe usar suas ferramentas em pé. Vem de vitória sobre Paul Bradley no UFC On FOX 1, quando mesclou bem jabs com chutes baixos, controlando a distância. Profissional desde 2007, Mike tem cartel de 13-4, com seis vitórias no UFC.

Cada vez mais apaixonado pelo seu mata-cobra de direita, Koscheck deve tentar manter a luta em pé, tática tradicional usada contra outros wrestlers. Por sua vez, é provável que Pierce busque a curta distância, onde ele pode se aproveitar na trocação no pocket com cotoveladas e joelhadas no clinch. Kos deve vencer por decisão, mas terá trabalho.

Renan Barão (BRA) vs Scott Jorgensen (EUA)

O prospecto potiguar da Nova União, revelado por Jair Lourenço na Kimura, tem a mais incrível série invicta do UFC na atualidade. Um no contest entremeia 27 lutas vitoriosas, 10 antes e 17 depois do tiro de meta ilegal aplicado em Tico Souza em 2007. Com apenas 24 anos, profissional desde os 17, Barão pode ser visto como um mini-José Aldo dos pesos galos. Centésimo faixa preta de André Pederneiras, ele evoluiu enormemente no muay thai, adicionando um arsenal variado de joelhadas, socos e chutes aplicados num ritmo alucinado.

Renan estreou no WEC em 2010, abocanhando duas vitórias por submissão. Passou para o UFC, venceu um duro duelo com Cole Escovedo e caiu nas graças do povo com a vitória sensacional sobre o duríssimo Brad Pickett. Na ocasião, Barão aceitou sem medo a troca franca com o pegador inglês, aplicou um joelhaço sensacional em Pickett e praticamente voou em suas costas, vencendo com um mata-leão no UFC 138, na casa do oponente. Apesar de ter durado apenas quatro minutos, o combate foi premiado como o melhor daquela edição.

Jorgensen será um passo ainda maior para o jovem de Natal. Wrestler competente, all-american pela Boise State University, que imprime ritmo intenso em seus combates, o americano tem maior experiência que o oponente, apesar de ter metade das lutas. Com cartel de 13-4, Scott fez 10 combates no WEC e mais dois no UFC. Na antiga organização, venceu sete e foi o último desafiante de Dominick Cruz, na penúltima luta da história do WEC.

Diferente dos outros oponentes de Renan, o americano reune condições de quedá-lo, deixando o brasileiro em situação adversa no chão. Caso isso aconteça, será mais um belo teste para o potiguar se firmar como candidato ao posto de desafiante de Dominick Cruz. Por outro lado, Barão é dono de um versátil arsenal de ataques em pé, o que provavelmente deixará Jorgensen ocupado, minando o gás do americano. Mesmo se Scott conseguir quedar o brasileiro, terá que tomar cuidado e não dar brechas para não ser finalizado.

O americano pode até colocar alguma pressão no começo da luta. Se Jorgensen não capitalizar uma eventual chance, deve terminar nocauteado ou finalizado na primeira metade do combate.

Ed Herman (EUA) vs Clifford Starks (EUA)

Herman machucou seriamente o joelho na derrota para Aaron Simpson. A contusão foi tão grave que, além da derrota, rendeu uma cirurgia reparadora e quase dois anos de inatividade para o cabeça-vermelha. Recuperado, ele voltou com um nocaute em menos de um minuto sobre Tim Credeur em junho. Dois meses depois, pegou o neozelandês Kyle Noke numa heel hook invertida, também no primeiro round, que só não levou o bônus de submissão da noite no UFC Live 5 porque Dana White estava na pilha de homenagear Chris Lytle, que estava se aposentando. Ex-participante do TUF-3, Herman tem cartel de 19-8, com um irregular 6-5 pelo UFC.

Companheiro de equipe de Cain Velasquez na prestigiada Arizona State University, Starks é um wrestler com boa capacidade de aplicar quedas. Depois de fazer carreira no Rage In The Cage, foi contratado ainda invicto pelo UFC. Na maior organização do mundo, estreou no UFC 137 contra Dustin Jacoby, dominando-o nos três rounds e vencendo por decisão unânime numa luta lenta e chata.

Starks bateu Jacoby usando um plano de jogo conservador. Se repetir a tática no sábado, terá sérios problemas. Para ele, manter a luta em pé seria a melhor opção, mas mesmo assim, nada garantido. Herman pode nocauteá-lo ou conduzir o combate ao chão, onde impõe um ritmo forte a procura das melhores posições para finalizar. Mesmo que o wrestler consiga deixar Ed com as costas no chão, é bom que esteja em dia com passagem de guarda. Ao tentar montar, Noke foi surpreendido por uma chave de perna sensacional de Ed, que deve vencer novamente.

Quem escreve

Alexandre Matos

Editor-chefe do MMA Brasil, responsável pela idealização e construção do site. Praticante de boxe, muay thai, greco-romana e mais qualquer coisa que proponham em esportes de combate.

Alexandre Matos já publicou 734 matérias no MMA Brasil

47 Comentários em "UFC 143 Diaz vs Condit: prévia do card principal"

  1. Raphael disse:

    Alê, parabéns pela análise.
    Seu texto me inmpressiona demais, é dos melhores do país.

    Sobre as lutas, acho que não dá pro Werdum contra o Nelson. Ele muito dificil queda o Nelson e na parte em pé, o gordinho leva uma imensa vantagem.
    E o Barão vence o Jorgensen, mas vai ser uma luta muito dura. O americano tem um jogo de quedas e um clinch muito forte. Se for quedado, mais ter que levantar rápido, porque a marreta vai comer solta e já machucou muita gente.

    Abraços

    • Opa, Rapha! Muito obrigado! Bom saber que tem gente que curte. É muito bom saber que eu não falo mais com as paredes…

      O Nelson é muito bom no chão mesmo, mas o Werdum tem outro nível. Eu acho que o brasileiro pega se cair por cima. Até por baixo tem boas chances. Em pé a luta fica muito pro Nelson mesmo. Sei que não coloquei essa em nenhuma parlay de aposta.

      Eu acho que o Barão tem ferramentas pra anular este lado do Jorgensen, mas o americano é muito bom mesmo nisso que você falou. Já esta luta eu coloquei nas minhas apostas.

  2. Cyro Nogueira disse:

    Geralmente esqueço bem rápido lutas ruins como a de Werdum e Overeem, mas a cena patética de Werdum pedindo por favor para que o holandês lutasse no chão não sai da cabeça. Neste sábado vou torcer para o gordinho Roy Nelson aplicar uma bela surra no brasileiro.

    • Aquilo foi horroroso mesmo…

    • Limão disse:

      Entrou pros anais (uuuuuuuui) da história o papelão do Werdun.
      Apesar de a maioria das vezes eu torcer para os brasileiros, o Seu Barriga é peça raríssima e também estarei torcendo para que ele ganhe por decisão.
      Se tiver um triangulo do Werdun eu não acho ruim, mas se ele ficar se jogando de novo no chão igual ao boneco do judas aí ele merece o facão do Lex Lutor!

    • FrankCastle disse:

      hahaha. Eu acho que vou torcer pelo Werdum, vendo as lutas antigas dá gosto, mas na primeira palhaçada, passo a torcer para o Roy Nelson por quem simpatizo bastante também!

  3. Rafael Friall disse:

    Ao contrario de muitos eu gosto do Nick Diaz, acho ele irado e torço para ser o campeão (pelo menos interino). Espero q após uma luta épica ele ligue a metralhadora em cima do GSP para dar mais motivos ainda para GSP voltar com sangue nos olhos e assim no fim ano acontecer uma das lutas mais aguardadas dos ultimos anos.

    • Eu também gosto do Diaz. Acho que ele não tem jogo pra ganhar do GSP (inteiro), mas eu gosto dele. Acho uma figura essencial pro MMA, além de ser talentoso. Não dá só pra ter bons moços, até porque não há bom moço sem os vilões e os malucos.

      O problema é que eu acho que o GSP volta em condições abaixo da ideal. Se voltar…

      • Raphael disse:

        Essa é a minha preocupação também.
        Essa lesão dele é muito foda. A fisioterapia e o tempo de descanso vão determinantes para que ele volte ao nível sobrehumano que ele tinha.
        O foda é que no esporte, contusões seguidas somadas a treinos insanos podem acabar com a carreira de um atleta

  4. Kadu Rampazzo disse:

    Pobre Werdum, ngm vai torcer pra ele contra o mito “Big Country” Nelson.
    Esse evento vai ser o UFC da virada no Bolão do MMA Brasil. Estou confiante nas minhas apostas. hahahahahahahah

  5. Peixoto disse:

    Esse evento vai ser foda, pra pagar o quão ruim foi o da semana passada. Nas principais, eu vou de: Diaz, Nelson, Koscheck, Barão (rumo à cinta) e Herman!

  6. Diego Tintin disse:

    O mestre tá cada vez mais foda nas análises, é um grande prazer ler um texto tão bem escrito e preciso, tocando onde tem que tocar.

    Dito isso, minas apostas são em Condit, Werdum (tabém ou torcer pelo idolo Nelson), Kos, Barão (luta dificílima, Jorgensen é cascudíssimo)e Herman.

    • Limão disse:

      Uai tintin?
      Vai de Condit e Werdun? óia?
      Vou tirar o chapéu pra vc se acertar viu rsrsrs!

    • Eu tava com um feeling que o Diaz ia ganhar, mas acho o Condit mais lutador e mais inteligente que ele. Como esse negócio de feeling é coisa de viado, acho que o Condit vai levar mesmo hahahahahahaha

      Mas, por via das dúvidas, meti uma parlayzinha com o Nick. Seguro morreu de velho, reza a lenda.

      • Limão disse:

        Da outra vez vc tava com 6 sentido, agora vc tá com feeling!
        Que isso alexandre? parece que parou de torcer pro flamengo agora vc é São-paulino? kkkkkkkk
        Olha, depois desse feeling eu não duvido que o Condit ganhe! rsrsrsrs
        Confio no feeling do mestre! rsrsrs

    • Fabrício disse:

      Werdum é um caso raro: é simpático, parece ser gente boa, mas é ao mesmo tempo chato demais. E por isso torcem contra.

      • Diego Tintin disse:

        Isso q vc disse é verdade mesmo… Mas eu não tenho nada contra o Werdum, e até gosto dele. Mas o Nelson é um gordo de mullets, GORDO DE MULLETS… acho que só torceria contra ele se fosse o Cigano ou o Minotauro.

      • Fabrício disse:

        Depois da foto e do “ANIMAL esta foto do Roy Nelson após a luta ontem. Que ângulo!!!!!!”, acrescento algo sobre o que disse: Werdum é também um tremendo babaca!

    • Lucas Wernke disse:

      Minhas apostas são quase iguais, Tintin. Só acho que o Nelson vai ganhar do Werdum por nocaute.

  7. Thales Diniz disse:

    Mais uma brilhante análise, creio que em breve esse site vai ser dos mais acessados do país.
    Estou super ansioso para esse evento, o card principal ta mto interessante! Nick Diaz tem um papel semelhante ao do Sonnen, é muito difícil alguém não tomar partido dele (ou o cara gosta ou odeia). Gosto do estilo dele tanto fora quanto dentro do Octógono e acho que sua maior qualidade é seu jogo psicológico, pois além de não se abalar mesmo em situações de desvantagem, acaba causando pânico nos adversários (exatamente por ser inabalável). Acho que isso explica o fato de vencer suas lutas mesmo com seu jogo defensivo nulo (além do queixo duro). Assim como Sonnen, é um cara que ninguém gostaria de enfrentar. Acho que ele ganha essa daí, apesar de sua brecha defensiva.
    Torcendo pro Nelson também e na expectativa de ver o Barão frente a esse enorme desafio.

  8. FrankCastle disse:

    Ótimo texto! Farei uns palpites no bolão, mas sem muita convicção, heheh

  9. Rafael EP disse:

    Torcerei para o Herman, Barão, Kos, Nelson, Condit. Bem como acho que todos estes ganharão.

  10. Limão disse:

    Video da pesagem:
    http://www.youtube.com/watch?v=5jmz9v1SGXg&feature=player_embedded#!
    O cara entra com uma peruca loira ficou igualzinho o kos! rsrsrs

    • Thales Diniz disse:

      Foi mto louco mesmo limao… amanhã sou Mike Pierce desde pequenininho.

      Na verdade, esse eh um dos poucos eventos que eu tenho torcida antecipada para a maioria das lutas.

  11. Rafael Friall disse:

    Eu tive uma visão…depois de 3 rounds de trocação insana Nick Diaz vai a knockdown e Condit pula igual um louco em cima para terminar a luta no GnP, eis q Diaz encaixa um armlock e Condit dá os 3 tapinhas.

  12. Pablo disse:

    Eu aqui na expectativa da nova abertura do UFC, começou a passar um pouco e depois cortaram o sinal, será que cabeças vão rolar por lá? Pelo pouco que vi, ficou MUITO massa mesmo, substituindo a altura o Gladiador. Nick Diaz vai ganhar e depois vai ser atropelado pelo GSP.

  13. Pablo disse:

    Draga, perdi dinheiro apostando em Nick Diaz; estou R$ 10 mais pobre, hehehe!

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